Tuesday, December 29, 2009
Worst is gone
Finalmente, o pior já passou. Agora, é uma questão de tempo para as coisas voltarem ao normal e o mundo continuar girando como sempre. Eu não sei dizer se estou feliz porque eu sou como dizem os gringos "uptight"... eu sei que preciso aprender a não controlar o mundo e é algo tão insano ser assim. Essa semana tem sido incrível para colocar os miolos no lugar e achar um caminho diferente do que tenho feito. Passar por cima do medo e seguir em frente acreditando que potencial pode dar em alguma coisa proveitosa. Boas festas a todos e até o ano que vem!
Tuesday, December 22, 2009
Reflexões
Um dia, você acorda e acha que aquele dia vai ser como outro dia qualquer porque, afinal, todos os dias passam sem grandes surpresas ou mudanças. A rotina é a mesma, a vida vai acontecendo, o mundo gira até que um raio parte seu mundo ao meio, até que a casa desmorona e, lá no fundo, tudo parece um poço de águas turvas e escuras. Então, a gente se dá conta de que o mundo não era bem como a gente intuía, que mesmo em águas turvas há um silêncio aterrador. É como um buraco negro que puxa tudo para dentro e um vazio vai se instalando e as coisas realmente pequenas deixam de importar: os ressentimentos passam, as disputas ficam para trás porque fomos incapazes de deixar que os sentimentos de amor e compreensão prevaleçam.
Um momento muda toda a vida, um único instante em um milionésimo de segundo faz toda a diferença em universos diferentes. As coisas mudam de uma hora para a outra e tão rápido que é impossível deter a velocidade dos acontecimentos. Não dá para voltar atrás nem ir para a frente. Apenas passos pequenos de formiga... e eu nem sei direito do que estou falando hoje. Sei que tenho uma série de sensações indistintas diante dos fatos ocorridos. Um choro que vem e vai no meio da noite quando fecho os olhos e percebo que a perda foi quase iminente, ali ali. Eu sei que não sei demonstrar apreciação nem carinho. Grave defeito da minha parte em relação às pessoas próximas que eu amo.
Eu pensei que pudesse fazer melhor na vida já que eu li tantos livros sobre perdão, amor, gratidão. Não consegui chegar lá. Sei que vou aproveitar o Natal e agradecer pelos presentes que a vida trouxe e também (tentar) deixar as mágoas de lado e começar tudo novo. Sempre!
Um momento muda toda a vida, um único instante em um milionésimo de segundo faz toda a diferença em universos diferentes. As coisas mudam de uma hora para a outra e tão rápido que é impossível deter a velocidade dos acontecimentos. Não dá para voltar atrás nem ir para a frente. Apenas passos pequenos de formiga... e eu nem sei direito do que estou falando hoje. Sei que tenho uma série de sensações indistintas diante dos fatos ocorridos. Um choro que vem e vai no meio da noite quando fecho os olhos e percebo que a perda foi quase iminente, ali ali. Eu sei que não sei demonstrar apreciação nem carinho. Grave defeito da minha parte em relação às pessoas próximas que eu amo.
Eu pensei que pudesse fazer melhor na vida já que eu li tantos livros sobre perdão, amor, gratidão. Não consegui chegar lá. Sei que vou aproveitar o Natal e agradecer pelos presentes que a vida trouxe e também (tentar) deixar as mágoas de lado e começar tudo novo. Sempre!
Monday, December 14, 2009
A night to remember
Tem certas cenas da vida que parecem retiradas de um filme. Eu vivi uma dessas neste fds. Bom, era a última aula do dia e tinha que levar um dinheiro para um amigo, portanto, eu liguei para ele e fui buscá-lo. O drama começou quando o carro não quis pegar embaixo do prédio. Para minha sorte, o carro ia descer e lá estava eu com aquela vontade de fazer pipi. Pensei: sem problemas! Ah! Sim, eu também estava com fome! Tudo bem, da segunda vez também foi fácil fazer o carro pegar, descida sempre é fácil e foi uma sorte dos infernos porque eu não sei muito bem como fazer pegar no tranco. Bom, o carro pegou e levei meu amigo para casa com fome e louca de vontade ir ao banheiro. Lembrem-se quando bater a vontade de ir ao banheiro, não pensem: ah, em breve, estarei em casa! Siga a vontade do seu corpo!!!!
Este post era para ter sido escrito depoisdo final de semana mas a internet travou. Final de ano... bom, ainda falta alguns dias. Este ano eu descobri o quanto dói acabar um relacionamento longo, o quanto machuca a todos os envolvidos. É sempre o último recurso e dói como algo que eu nunca vivi, de que ouvir uma música que o filho da gente gosta faz a gente chorar mesmo quando é do Black Eyed Peas. Eu sinto falta de brigar com ele para saber o que vamos assistir na tv enquanto faço ele dormir. Eu descobri também que a gente sobrevive... e que o mundo continua a girar independente da nossa dor e que ninguém parece ter noção exata do que exatamente acontece dentro de você e poucas pessoas estão realmente interessadas em saber. Aprendi que os amigos não são os festeiros nem, talvez, quem a gente vê todos os dias mas aqueles que acreditam em você de uma forma que você sempre esperou.
Espero que estes dias de 2009 fiquem para trás, que fique o aprendizado e eu aprenda a escolher melhor as coisas importantes da vida e também lembrar sempre que uma mãozinha extra na hora de empurrar o carro mostra que amigos finos, elegantes e maravilhosos são capazes de proezas que muita gente nem consegue imaginar.
Este post era para ter sido escrito depoisdo final de semana mas a internet travou. Final de ano... bom, ainda falta alguns dias. Este ano eu descobri o quanto dói acabar um relacionamento longo, o quanto machuca a todos os envolvidos. É sempre o último recurso e dói como algo que eu nunca vivi, de que ouvir uma música que o filho da gente gosta faz a gente chorar mesmo quando é do Black Eyed Peas. Eu sinto falta de brigar com ele para saber o que vamos assistir na tv enquanto faço ele dormir. Eu descobri também que a gente sobrevive... e que o mundo continua a girar independente da nossa dor e que ninguém parece ter noção exata do que exatamente acontece dentro de você e poucas pessoas estão realmente interessadas em saber. Aprendi que os amigos não são os festeiros nem, talvez, quem a gente vê todos os dias mas aqueles que acreditam em você de uma forma que você sempre esperou.
Espero que estes dias de 2009 fiquem para trás, que fique o aprendizado e eu aprenda a escolher melhor as coisas importantes da vida e também lembrar sempre que uma mãozinha extra na hora de empurrar o carro mostra que amigos finos, elegantes e maravilhosos são capazes de proezas que muita gente nem consegue imaginar.
Wednesday, December 09, 2009
O que a lagarta chama de fim, o mestre chama de borboleta
Bom, a notícia boa é que o semestre letivo acabou. Ainda estou devendo uma matéria mas essa é tranquila, tenho até o fim das férias para acabar. O chato é que é um rala dos infernos para pagar a faculdade, pagar as dívidas que tenho. Tudo bem! Eu tenho a tarde livre mas dar aulas de yoga é algo que consome o corpo, uma vez que que eu faço as posturas junto com os alunos e, então, o corpo cansa. Inventei o treinamento funcional porque acumulei gordura e não foi no bom sentido. Esperava o quê também, né? Comendo igual uma porca e dormindo direto! Coisas do excesso de cortisol no corpo, o popular estresse. Afinal, chegar no fim do mês com algum dinheiro é milagre para mim. Eu me sinto na obrigação de passar porque eu já sou um fracasso em todo o resto da vida. Já pensou: fazer duas matérias na faculdade e me lascar? É o cúmulo de ser "looser". Aí, era caminhar até a ponte e me jogar lá de cima! Se bem que... tem gente que faz isso pela brincadeira e nem todo mundo morre nas pontes daqui da cidade. Então, deixando a brincadeira macabra de lado.
Vou falar dessa parte boa, dessa matéria que parecia impossível de passar. Só Deus sabe como eu passei, estudando parcamente como fiz, matando aulas porque meu nível de sono pela manhã quicava as estrelas do céu! Nem estudei absurdamente como foi no semestre passado. O que tinha de de diferente entre lá e cá? Talvez, eu não sentisse tanta vontade de me esconder do mundo como tenho agora. Não gosto de sequer sair do quarto. Para quê? Porque para reclamar de mim mesma, eu tenho minha consciência que fica martelando constantemente que eu perdi o rumo e todo o resto. Vamos lá, qual é a vida ideal: eu ter meu cantinho, cuidar do meu filho e ser independente. O que eu tenho: meu cantinho é o meu quarto e olhe lá (espero que isso não leve a nenhuma outra má interpretação do que digo), cuidar do meu filho... bom, mal tenho para pagar as contas que tenho (talvez, eu tranque a faculdade e me dê um tempo para achar uma solução para o pagamento das mensalidades), ser independente... hmmmmmmmmm, longa distância! É como se eu quisesse alcançar Plutão nessa daí. É vergonhoso ter que pedir dinheiro para colocar gasolina no carro! Minha voz até sai mais baixo quando eu faço isso.
Eu juro que eu deito a noite pensando em algo para resolver tudo isso. Acho que já disse isso antes: tem duas coisas que sei fazer bem: escrever (o que, no meu caso não dá dinheiro, eu não sou a Fernanda Young) e segundo, dar aula de yoga (o que também não é exatamente o trabalho mais rentável da face da terra para mim. Claro que eu queria ser um John Friend da vida... porque conhecimento eu tenho para começar a sair palestrando por aí, falando de bem-estar, depressão, pânico e ansiedade, isso daí, eu tiro de carteirinha). Ah! Claro, eu tenho plena certeza de que a carreira que escolhi atualmente me dará autonomia (algum dia). Enquanto isso, eu continuo olhando para a parede branca no escuro às 2 da manhã, imaginando o que diabos fazer para realizar as possibilidades que tenho dentro de mim. Então, dadas as circuntâncias (incluo aqui o período de luto da separação, quem tiver paciência procura pelas fases do luto que servem para qualquer situação de morte, real ou imaginária, teorizada pela Kluber-Ross), hoje, foi uma minúscula vitória que me permitiu respirar um pouco mais aliviada... uma braçada a mais. Pela primeira vez, o fim do ano tem jeito de fim de ano, encerramento, batalhas findas, esperanças que podem ser renovadas! Porque a morte, embora tenha esse aspecto sombrio de dor também representa o recomeço como disse Richard Bach: O que a lagarta chama de fim, o mestre chama de borboleta.
Vou falar dessa parte boa, dessa matéria que parecia impossível de passar. Só Deus sabe como eu passei, estudando parcamente como fiz, matando aulas porque meu nível de sono pela manhã quicava as estrelas do céu! Nem estudei absurdamente como foi no semestre passado. O que tinha de de diferente entre lá e cá? Talvez, eu não sentisse tanta vontade de me esconder do mundo como tenho agora. Não gosto de sequer sair do quarto. Para quê? Porque para reclamar de mim mesma, eu tenho minha consciência que fica martelando constantemente que eu perdi o rumo e todo o resto. Vamos lá, qual é a vida ideal: eu ter meu cantinho, cuidar do meu filho e ser independente. O que eu tenho: meu cantinho é o meu quarto e olhe lá (espero que isso não leve a nenhuma outra má interpretação do que digo), cuidar do meu filho... bom, mal tenho para pagar as contas que tenho (talvez, eu tranque a faculdade e me dê um tempo para achar uma solução para o pagamento das mensalidades), ser independente... hmmmmmmmmm, longa distância! É como se eu quisesse alcançar Plutão nessa daí. É vergonhoso ter que pedir dinheiro para colocar gasolina no carro! Minha voz até sai mais baixo quando eu faço isso.
Eu juro que eu deito a noite pensando em algo para resolver tudo isso. Acho que já disse isso antes: tem duas coisas que sei fazer bem: escrever (o que, no meu caso não dá dinheiro, eu não sou a Fernanda Young) e segundo, dar aula de yoga (o que também não é exatamente o trabalho mais rentável da face da terra para mim. Claro que eu queria ser um John Friend da vida... porque conhecimento eu tenho para começar a sair palestrando por aí, falando de bem-estar, depressão, pânico e ansiedade, isso daí, eu tiro de carteirinha). Ah! Claro, eu tenho plena certeza de que a carreira que escolhi atualmente me dará autonomia (algum dia). Enquanto isso, eu continuo olhando para a parede branca no escuro às 2 da manhã, imaginando o que diabos fazer para realizar as possibilidades que tenho dentro de mim. Então, dadas as circuntâncias (incluo aqui o período de luto da separação, quem tiver paciência procura pelas fases do luto que servem para qualquer situação de morte, real ou imaginária, teorizada pela Kluber-Ross), hoje, foi uma minúscula vitória que me permitiu respirar um pouco mais aliviada... uma braçada a mais. Pela primeira vez, o fim do ano tem jeito de fim de ano, encerramento, batalhas findas, esperanças que podem ser renovadas! Porque a morte, embora tenha esse aspecto sombrio de dor também representa o recomeço como disse Richard Bach: O que a lagarta chama de fim, o mestre chama de borboleta.
Thursday, December 03, 2009
Tempestade em copo de água
Meu Deus, um inocente post gerou uma tempestade. Alguém aí viu que eu disse que a casa onde moro é bagunçada? Bom, eu sei que eu sou um caos... ninguém precisa me lembrar disso. Pensamentos confusos, texto meio corrido. Minha alma acelera antes do corpo. Afinal, estou aqui há 36 anos. Eu sei como este corpo funciona, como meu cérebro está indo, como ando dilacerada. Até foi um dos posts em que muita gente comentou com mais piadinhas, afinal, quem nunca perdeu um objeto desta forma que jogue a primeira pedra, oras! Outra coisa, é que eu realmente não podia gastar dinheiro comprando outro carregador, que foi o que tive que fazer!
Tem gente no mundo que não precisa se preocupar com 30 reais. Afinal, o que é isso? Que diga a senhora Cruise que anda a gastar fortunas para manter o guarda-roupa de sua pimpolha. Para mim, faz falta. Estou atrasada com a faculdade. Eu deito de noite e fico pensando se há alguma solução para o meu caso. O que mais posso fazer da vida para conseguir ir adiante com o sonho de me tornar uma boa profissional agora que sei o que quero? Então, a realidade ataca! No momento, eu ainda não descobri... então, eu deixo a tv ligada e os pensamentos soltos para ver se cai algum do céu como um relâmpago tipo aquela luzinha que aparece em desenho animado, um eureka alucinado, algo que me permita pensar: bom, agora estou na zona de conforto. Não tenho mais com o que me preocupar. Creio que estas palavras podem gerar também tempestade em copo de água. A verdade, e eu queria evitar chegar nesse ponto, é que me sinto só de tudo.
Tudo que eu queria ouvir era: ei, você está passando por algo difícil mas vamos lá, vai dar tudo certo. Não tem disso. Apenas um longo e árduo deserto pela frente com pequenas e delicadas gotas de água no cantil para me manter em sobrevida. Eu estou cansada e eu sei que faço o melhor que posso em várias coisas e, no momento, não, eu não estou bem. Então, eu me permito pequenos deslizes como ficar no meu quarto, como dormir durante o dia porque se eu estiver acordada... eu vejo que a vida que eu tive até o momento foi uma sucessão de enormes escolhas erradas. Eu não preciso de dedos que me apontem isso, eu sei quão screwed up eu sou e assumo as responsabilidades por tudo que fiz, agora, só quero paz para consertar ou melhorar algumas funções da máquina ser humano que sou.
Tem gente no mundo que não precisa se preocupar com 30 reais. Afinal, o que é isso? Que diga a senhora Cruise que anda a gastar fortunas para manter o guarda-roupa de sua pimpolha. Para mim, faz falta. Estou atrasada com a faculdade. Eu deito de noite e fico pensando se há alguma solução para o meu caso. O que mais posso fazer da vida para conseguir ir adiante com o sonho de me tornar uma boa profissional agora que sei o que quero? Então, a realidade ataca! No momento, eu ainda não descobri... então, eu deixo a tv ligada e os pensamentos soltos para ver se cai algum do céu como um relâmpago tipo aquela luzinha que aparece em desenho animado, um eureka alucinado, algo que me permita pensar: bom, agora estou na zona de conforto. Não tenho mais com o que me preocupar. Creio que estas palavras podem gerar também tempestade em copo de água. A verdade, e eu queria evitar chegar nesse ponto, é que me sinto só de tudo.
Tudo que eu queria ouvir era: ei, você está passando por algo difícil mas vamos lá, vai dar tudo certo. Não tem disso. Apenas um longo e árduo deserto pela frente com pequenas e delicadas gotas de água no cantil para me manter em sobrevida. Eu estou cansada e eu sei que faço o melhor que posso em várias coisas e, no momento, não, eu não estou bem. Então, eu me permito pequenos deslizes como ficar no meu quarto, como dormir durante o dia porque se eu estiver acordada... eu vejo que a vida que eu tive até o momento foi uma sucessão de enormes escolhas erradas. Eu não preciso de dedos que me apontem isso, eu sei quão screwed up eu sou e assumo as responsabilidades por tudo que fiz, agora, só quero paz para consertar ou melhorar algumas funções da máquina ser humano que sou.
Tuesday, December 01, 2009
Objetos mutantes
Eu descobri que os objetos aqui em casa criam pernas e somem por conta própria. Esta é a única razão plausível para que o carregador do meu celular tenha desaparecido. Existem outras pessoas na casa e nenhuma delas viu o aparelho com pernas! A situação: ele estava em uma régua de tomada por conta do caso da luz que tinha acabado, lá tinha ficado. Até pensei em pegá-lo mas pensei (e pensei errado) que alguém colocaria o objeto pernudo em algum lugar em que eu pudesse pegar mais tarde. Não... a coisa criou pernas e partiu para o além, para algum vórtex, para um abismo negro. A saber! Onde será que vão parar os objetos que simplesmente criam pernas? Será que eles se revoltam com seus dons e simplesmente somem? É que nem as meias que ficam sem par... Elas vão juntas para a máquina de lavar e voltam solteiras! Vai entender isso.
Uma verdade inalienável: quando você procura um objeto você nunca encontra o objeto de sua procura mas vários outros que, um dia, você pensou ser útil em algum momento de sua vida. Encontrei um par de brinco e estou chateada porque já sei que só vou ficar com um mesmo, uma tesoura com a qual cortei meu cabelo há pouco e, por enquanto, é isso. Será que se eu procurar... sei lá, por bolinhas cor-de-rosa, eu acho o carregador de celular com pernas? Acho que por ter fio ele seria mais como uma cobra ou uma enguia, arrastando-se com aquele toco atrás. Eu não sei. Só gostaria que alguém me desse uma luz porque ninguém viu, ninguém sabe e ninguém se interessa em saber. É como aqueles macaquinhos em que um é surdo, o outro é cego e o último mudo!
Mais tarde, vou achar uma loja de acessórios para comprar um carregador e gastar uma grana que eu não tenho porque o outro carregador não ganho pernas mas saiu rastejando daqui para algum lugar melhor. Vai ver eu não o tratava bem... o que será que faltou?
Uma verdade inalienável: quando você procura um objeto você nunca encontra o objeto de sua procura mas vários outros que, um dia, você pensou ser útil em algum momento de sua vida. Encontrei um par de brinco e estou chateada porque já sei que só vou ficar com um mesmo, uma tesoura com a qual cortei meu cabelo há pouco e, por enquanto, é isso. Será que se eu procurar... sei lá, por bolinhas cor-de-rosa, eu acho o carregador de celular com pernas? Acho que por ter fio ele seria mais como uma cobra ou uma enguia, arrastando-se com aquele toco atrás. Eu não sei. Só gostaria que alguém me desse uma luz porque ninguém viu, ninguém sabe e ninguém se interessa em saber. É como aqueles macaquinhos em que um é surdo, o outro é cego e o último mudo!
Mais tarde, vou achar uma loja de acessórios para comprar um carregador e gastar uma grana que eu não tenho porque o outro carregador não ganho pernas mas saiu rastejando daqui para algum lugar melhor. Vai ver eu não o tratava bem... o que será que faltou?
Friday, November 27, 2009
Rapidinha
Passei a noite em claro, um porque apareceu uma história que quer virar livro, dois porque o nariz estava escorrendo por conta do resfriado, gripe, sei lá o que que peguei. Estou me sentindo um umpa loompa, inchada. Eu me vejo andando igual eles... aliás, igual a menina que fica azul (http://www.youtube.com/watch?v=qw0zZttfUaw). Já já eu saio rolando. Vou ver se escrevo mais um pouco e isso me deixou feliz. Fazia anos que uma história não queria se transformar em livro e já cheguei no final. Estou com pena da minha personagem... ela vai passar maus bocados e eu não gosto disso. Enfim, foi assim que a história veio, é assim que ela fica.
Não sei se sou só eu mas quando uma história chega para mim e eu quero mudar parece que fica algo falso. Dá uma impressão de que os personagens conversam comigo e também vejo a história como se fosse um filme na minha cabeça.
Não sei se sou só eu mas quando uma história chega para mim e eu quero mudar parece que fica algo falso. Dá uma impressão de que os personagens conversam comigo e também vejo a história como se fosse um filme na minha cabeça.
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